Pessoas inspiradoras

Ela morou na rua e passou fome. Aos 39, tornou-se doutora pela universidade da Inglaterra

Direitos autorais: reprodução Facebook/Clarice Fortunato Araújo.
2 Capa Ela morou na rua e passou fome Aos 39 tornou se doutora pela universidade da Inglaterra

Sua experiência de vida virou livro e hoje ela pode mostrar a todos que sua perseverança a fez crescer, mesmo com todas as dificuldades. Que exemplo!

Esta brava guerreira brasileira demonstra o quanto a força feminina é o combustível de nossa sobrevivência!

Clarice Fortunato nasceu em uma fazenda do Paraná e, depois que seu pai desapareceu, a mãe não teve mais condições de cuidar dela e de 12 irmãos. Todos foram entregues para adoção, exceto Clarice.

Ela contou à revista Marie Claire que sua história de vida, desde o início, já foi complicada. Depois que o pai desapareceu, sua mãe foi tirar satisfação com o dono da fazenda, onde moravam e para a qual o pai das crianças trabalhava, e por um desentendimento, todos foram expulsos.

Aos 5 anos, ela e a mãe foram morar na casa de uma irmã. A mãe de Clarice começou a namorar, então decidiram sair de lá para que ela pudesse morar com o namorado e sua filha. Mas, como ele bebia demais e não trabalhava, acabaram indo morar na rua, pois foram despejados.

Para sobreviver, Clarice andava de uma cidade para outra, alimentando-se de doações e bebia água de poças que encontrava no caminho. Se houvesse rio, aproveitava para tomar banho e lavar as roupas.

Mas tudo era tão difícil, que ela desmaiava com frequência por sentir muita fome e sede. Nessas caminhadas, encontraram uma chácara e decidiram ficar por lá. Seu padrasto dizia que saía para arrumar emprego, mas era uma desculpa para beber, segundo Clarice.

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A mãe não suportou mais aquela situação e, ao discutir com ele, sofreu violência por parte do namorado, que lhe acertou um soco no olho. Por causa da confusão, novamente foram expulsos.

Sua mãe acabou ficando cega e Clarice precisava guiá-la para que continuassem em busca de alimento e moradia. Conseguiu um tratamento em Curitiba, mas retornaram a Londrina, porque sua mãe sentiu falta do antigo companheiro.

Clarice tinha 10 anos quando iniciou seus estudos. Mas as dificuldades não paravam, e sua mãe adoeceu por causa do frio e decorrência da desnutrição. Faleceu na frente da filha. Diante disso, a garota com a vida tão marcada pela tristeza passou a fazer faxinas em troca de comida. Pediu que um de seus patrões a “adotasse” para que pudesse ter um lugar para morar e voltar aos estudos.

Ela então cozinhava, passava, lavava e cuidava dos três filhos do casal, não recebendo salário. Era apenas em troca de moradia e alimento. Por causa de sua condição, passou a sentir vergonha de ir à escola, pois já estava com 19 anos e frequentava o ensino fundamental.

Arranjou emprego em outro lugar, mudou de cidade e conheceu uma funcionária de uma universidade federal, que a incentivava a terminar os estudos e fazer o vestibular. Aos 25 anos, foi aprovada para dois cursos, Biblioteconomia e Letras. Decidiu cursar a segunda opção e sua vida foi transformada!

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Sete anos depois, ela ingressou em um mestrado, conclui-o, mas queria ir além. Depois de se tornar mestra, com muito esforço, conseguiu uma bolsa para doutorado e sentiu-se livre. Ao passar, candidatou-se para estudar fora do Brasil, na Inglaterra, concluindo uma parte dos seus estudos por lá.

Decidiu contar a própria história, carregada de superação e escreveu o livro “Da vida nas ruas ao teto dos livros”. Que mulher poderosa e exemplar! Sua perseverança a fez mudar completamente sua vida. Que isso nos sirva como lição para que possamos lembrar que mesmo quando tudo parece ruir, nossa força interior nos impulsiona!

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