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“Eu me sinto linda!”: mulher com alopecia quebra padrão estético e decide raspar a cabeça! Empoderada!

Ela resolveu assumir a careca de vez e deu um verdadeiro show de empoderamento. A beleza está nela de qualquer jeito!



Sarah Broadhead é canadense que há muito tempo lida com uma doença que fazia seus cabelos caírem, a alopecia. Em depoimento ao Love What Matters, ela conta que foi uma jornada muito prejudicial, assustadora, mas também reveladora e bela, no fim de tudo.

Foi uma experiência que transformou a maneira como ela se vê e vê a vida, pois precisou perder uma parte muito importante de si. Os cabelos para uma mulher são sinônimos de autoestima, confiança e identidade. E ela havia perdido, sem a chance de poder voltar atrás.

Relatou que perder seu cabelo aos poucos foi uma das coisas mais desafiadoras por que passou. Lembra que os cuidados começaram quando ela tinha 6 anos. Sua mãe passava uma pomada em sua cabeça, que ela não entendia o porquê. Começou com uma perda de cabelo na altura da nuca, do tamanho de uma moeda, mas não se incomodou, pois não ligava para o cabelo, ele ainda não era uma parte essencial em sua estética.

No fim da adolescência, foi diagnosticada com alopecia areata, aí as coisas mudaram drasticamente. Aos 18 anos, ela já tinha idade suficiente para entender o que aconteceria dali para a frente. E não deu outra.


Certo dia, sua mãe notou outra falha em sua cabeça, bem grande, na parte de trás. Sarah entrou em pânico. As descobertas em relação à doença foram muito difíceis de digerir.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@sarah_broadhead.

Contou ao namorado que ficaria careca e relatou ser uma das partes mais doloridas. Tentou esconder a frustração e a tristeza, colocando adereços e chapéus, extensões de cabelo e qualquer coisa que ajudasse no crescimento dos fios. Mas nada mudava, o cabelo caía mais e mais.

Logo a infelicidade, depressão e pessimismo vieram. Resolveu ir a um dermatologista e começou a tomar um esteróide, que pareceu funcionar inicialmente. Mas novamente o cabelo começou a cair. Mais da metade da cabeça estava cheia de falhas.


Ela passava horas no banheiro, tentando esconder as falhas. Os sentimentos ruins voltaram, pois Sarah não se sentia digna de estar viva. Achava que o mundo seria um lugar melhor sem sua existência. Achava que não merecia nenhum tipo de amor.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@sarah_broadhead.

Quanto mais se estressava com a queda de cabelo, mais ele caía. Essa situação drenou todas as suas energias, pois realmente a doença a estava afogando. Chorava incessantemente, até dormir. Procurou vários médicos, todos lhe apresentaram diagnóstico negativo.

Sarah perdeu as esperanças, pois tentou de tudo. Foi nesse momento que ela deveria agir, pois sentia que algo pior poderia acontecer a si mesma, pois estava esgotada mentalmente, emocionalmente e fisicamente.


Então se trancou no banheiro e decidiu raspar a cabeça de uma vez. A sensação de uma liberdade indescritível inundou seu coração.

A aceitação não foi fácil, mas ao fazer aquilo, ela estava se dando uma nova chance. Sentiu muito orgulho de si mesma. Aquele peso, o estresse e todas as coisas ruins estavam indo embora.

Após toda a emoção, no dia seguinte, ela ficou envergonhada. Num minuto ficou feliz com a conquista, mas no outro, ainda não conseguia se olhar no espelho. Precisou de uns meses para ajustar sua vida, modificando a parte profissional e pessoal. Sua família e namorado a apoiaram incondicionalmente, e isso fez toda a diferença para Sarah.

A partir daí a adaptação foi mais fácil do que imaginava. O sofrimento de antes não tinha comparação com as mudanças de agora. Mas ainda faltava o principal: ficar careca em público, já que só conseguia se apresentar careca para a família.


Direitos autorais: reprodução Instagram/@sarah_broadhead.

Sarah contou que, depois de algumas semanas de reflexão, decidiu manter sua cabeça raspada e não fazer mais nenhum tipo de tratamento, com isso, seu corpo e sua mente estão saudáveis. Aceitou se amar e está aprendendo a ser feliz do jeito que é. A construção da imagem é aos poucos; hoje ela se sente mais bonita do que ontem, e aceitar sua singularidade é o que a faz ser especial!

Que exemplo de superação e poder feminino! Ela quebrou barreiras! O que achou da sua atitude?

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