“fui carvoeira, quebradeira de coco, passei fome, mas venci”, diz médica que superou as dificuldades e realizou sonho de vida

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Mais uma história de superação e conquista para iluminar o seu dia e lhe mostrar que nada é impossível nesta vida.



Areli Gonçalves Guimarães é ginecologista e obstetra, que atualmente vive em Manaus (AM), cuja carreira a faz muito feliz. Mas para chegar aonde está hoje, enfrentou grandes desafios. A médica contou um pouco de sua história de vida ao site Amazônia Press, em entrevista a Beatriz Bonet.

Areli nasceu em 1957, num vilarejo do interior do Maranhão. Ela é um dos 13 filhos de Estevam Gonçalves dos Santos e Francisca Guimarães Santos. Das 13 crianças, apenas sete sobreviveram; as outras seis morreram de fome e miséria. A família sempre foi muito pobre e dependia do babaçu, seu trabalho era quebrar o coco, de onde se extrai o óleo das amêndoas.

Quando criança, Areli contraiu malária, uma doença séria, e quase faleceu pela falta de tratamento adequado. Começou a trabalhar desde cedo, para ajudar no sustento da família. Ainda criança, trabalhou em uma carvoaria, e conciliava o trabalho com os estudos: “Muitas vezes, eu ia sem tomar banho, com o cheiro de fumaça e suor, por ter que optar entre tomar banho ou conseguir chegar a tempo à aula.”


Todas essas dificuldades poderiam ter levado Areli por um caminho negativo, e tornar sua vida ainda mais complicada, mas ela escolheu um destino diferente, o do estudo e dedicação.

A jovem teve contato com a medicina aos 17 anos, quando fez estágio para vaga de enfermeira, num estabelecimento, mas depois descobriu que era um golpe: “Nós trabalhávamos vários meses, sem receber, e quando íamos cobrar, éramos ‘demitidas’.”

Areli terminou o ensino médio aos 21 anos de idade, por conta das dificuldades da vida: “Eu me lembro que estudei numa escola de freiras, com bolsa, não tinha como pagar. A farda era antiga e bem maior que eu. Me chamavam de vovó.”

Depois, ela mudou-se para Manaus, com a expectativa de continuar os seus estudos. Nessa época, conseguiu um trabalho de empregada doméstica e babá, durante o dia, porque estudava à noite. Logo após, deixou a função e começou a trabalhar como balconista da drogaria de seu patrão.


Em 1979, passou no vestibular para Medicina, mas sua matrícula foi enganada, porque o ensino médio estava incompleto. No ano seguinte, tentou de novo, mas conseguiu vaga para outro curso, o de Enfermagem. Não desistiu e formou-se em Enfermagem para depois cursar Medicina.

Em 1986, conseguiu finalmente conquistar o seu primeiro objetivo: “Eu estava grávida, no último mês, quando passei na prova. Cursar esse sonho foi muito difícil, tendo que trabalhar, cuidar dos filhos”, mas nada disso fez com que ela deixasse para trás o seu grande sonho.

Foi em 1992 que ela formou-se em Medicina e pôde dar início à carreira que tanto ama. De lá para cá, já se passaram 27 anos, e Areli evoluiu muito, profissional e pessoalmente. É especializada em Ginecologia e Obstetrícia, e atua na maternidades de Manaus.

Areli deu novo desfecho à sua história, ela conseguiu superar um passado de pobreza, perdas e sacrifícios, e hoje leva uma vida que lhe traz orgulho, reconhecendo o próprio mérito e valorizando sua fé.

‘Fui carvoeira, quebradeira de coco, passei fome, fui doméstica, babá, balconista. Lutei contra todas as adversidades e venci, segurando nas mãos de Deus, que sempre me deu vitória’, diz ela.

Que grande exemplo! Que a história de Areli seja sempre um incentivo positivo, quando você pensar em desistir.

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Texto escrito com exclusividade para o site O Amor. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos. Direitos autorais da imagem de capa: reprodução Facebook.

 

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