Pessoas inspiradoras

Jovem de 24, que perdeu trabalhos por morar na favela, hoje é modelo na França: “Potencial eu tenho”

Direitos autorais: reprodução Instagram/@nalvesg.
1 Capa Jovem de 24 que perdeu trabalhos por morar na favela hoje e modelo na Franca Potencial eu tenho

Depois de muitas oportunidades perdidas por preconceito, Nathallya deu a volta por cima e se tornou modelo internacional. Confira sua história de superação!

Existem pessoas que se transformam em exemplos por conta de toda a experiência de vida que acumularam com tão pouca idade.

Por maiores que sejam as dificuldades, elas não perdem a doçura e conseguem, com muita superação e esforço, erguer-se e conquistar sonhos.

Nathallya Alves tem 24 anos e contou sua trajetória de vida ao Universa. Segundo a modelo, sua infância, no Complexo do Alemão, foi muito difícil. Sua mãe foi manicure e sempre a família precisava de ajuda, não apenas financeira, mas em relação à cultura também, pois falavam para ela sobre um mundo diferente do que ela conhecia.

Necessitavam de doações de alimentos para suprir a falta que tinham, já que cuidar de tantas crianças (sete filhos), sem uma fonte de renda fixa, era um dos grandes desafios enfrentados por sua mãe. Às vezes, só tinham o básico para comer, e precisavam dividir tudo, até a mesma cama, onde todos dormiam.

A modelo conta que, durante sua infância, dizia que morava em outro lugar para conseguir fazer amizades, pois sofreu muito preconceito por ser da favela, além de racismo. Mas por ser pequena, não entendia direito.

Quando Nathallya completou 15 anos, sua mãe separou-se do seu pai e as dificuldades aumentaram. Aos 17, ela começou a trabalhar como auxiliar de professora numa escola e um olheiro de uma agência de modelo a descobriu.

1 2 Jovem de 24 que perdeu trabalhos por morar na favela hoje e modelo na Franca Potencial eu tenho

Direitos autorais: reprodução Instagram/@nalvesg.

1 3 Jovem de 24 que perdeu trabalhos por morar na favela hoje e modelo na Franca Potencial eu tenho

Direitos autorais: reprodução Instagram/@nalvesg.

Passou assim a fazer pequenos trabalhos com moda, mas, ao contar que morava na favela, diziam que ela demoraria muito para chegar, teria de pegar mais de um transporte, e assim as oportunidades eram negadas. Chegou a omitir que morava no Complexo do Alemão para que pudesse trabalhar.

Depois de muitas dificuldades, começou a fazer campanhas e trabalhar como modelo de maneira independente, mesmo que isso fosse um grande desafio, pois era complicado não ter uma agência. Mesmo com todo seu potencial e confiança, essas qualidades não eram essenciais para colocá-la num grande evento, ou um editorial da Vogue, argumentou.

Nathallya diz que pensou em desistir várias vezes por ver o quanto era mais difícil para ela, pois havia diferença de cachê entre as modelos. As mulheres brancas sempre ganhavam mais do que ela.  Ela afirma que já aconteceu de não conseguir modelar por ser negra retinta e ter o cabelo mais crespo.

1 4 Jovem de 24 que perdeu trabalhos por morar na favela hoje e modelo na Franca Potencial eu tenho

Direitos autorais: reprodução Instagram/@nalvesg.

Por isso, precisou conciliar sua carreira de moda com outro trabalho, ou seja, com o de assistente de estilo de uma marca. Foi durante as Olimpíadas de 2016 que conheceu seu marido francês. Depois de um ano, eles se reencontraram e iniciaram um relacionamento. Ela se mudou do Brasil para a França, onde vive hoje.

1 5 Jovem de 24 que perdeu trabalhos por morar na favela hoje e modelo na Franca Potencial eu tenho

Direitos autorais: reprodução Instagram/@nalvesg.

Está seguindo a carreira de modelo lá e diz que não pretende voltar para o Brasil por causa da falta de oportunidade. Nathallya se considera vencedora, pois ultrapassou todas as barreiras que a sociedade lhe impôs, mas ela subiu no muro e as atravessou. Um grande exemplo de mulher!

0 %