Pessoas inspiradoras

“Me formando de quimono e afro”: jovem brasileira conclui mestrado no Japão. Orgulho feminino!

Acadêmica viralizou nas redes sociais ao publicar sua conquista. Ela concluiu seu mestrado em uma das mais prestigiadas faculdades do Japão!



Mais uma história que não cansamos de ver, pois é de grande importância uma mulher alçar voos cada vez mais altos! Isso só prova o quanto nosso esforço vale a pena, mesmo que existam dificuldades e percalços, o resultado é incrivelmente gratificante!

Marina de Melo cresceu em uma favela paulistana, ao lado de um lixão. Assim como muitas outras mulheres, passou pela realidade da pobreza e de oportunidades escassas. Cresceu em Itaquera até seus 15 anos. Depois de se mudar para o distrito da Vila Carrão, começou a se interessar pela língua japonesa. Na região, havia muitos imigrantes, e esse ambiente a fez gostar de quadrinhos e desenhos japoneses. Disse à BBC News Brasil que era divertido e a distraía da realidade difícil que vivia.

Por causa de seu empenho e esforço, Marina conseguiu uma bolsa de estudos numa escola particular. Além disso, estudava inglês por conta própria e decidiu procurar um curso de japonês e, aos 17 anos, tentou sua inscrição.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@ mari_melo3.

Durante a matrícula, perguntaram se ela era descendente. Marina respondeu que não, então quiseram saber por que ela queria estudar japonês. Continuaram dizendo que não havia vaga para ela, pois preferia dar a chance para outra pessoa que fosse aprender e usar a língua, o que não seria o caso dela, segundo as pessoas da escola.


Ela relatou que foi totalmente desmotivador, saiu chorando e muito magoada. Mas isso não a fez desistir. Em 2010, foi aprovada para o curso de Letras da Universidade de São Paulo (USP).

Quando foi escolher a língua em que gostaria de se especializar, não pensou duas vezes e escolheu a japonesa. Não havia ninguém para questioná-la quanto a isso!

Aos 21 anos, Marina foi selecionada para ser intercambista na Universidade de Mie. Contou que foi a primeira vez que viajou de avião e nunca imaginou que pudesse chegar tão longe.


Direitos autorais: reprodução Instagram/@ mari_melo3.

Disse que sua mãe sempre dizia que o estudo era a única coisa que levaria uma pessoa pobre para longe e que ninguém lhe poderia tirar. Por conta dos ensinamentos maternos, Marina disse que não tem medo de sair pelo mundo por causa do preconceito. Ela foi preparada e já estava calejada.

Ao fim do intercâmbio, ela se formou com habilidade em português e japonês, desenvolveu vários estudos sobre a cultura japonesa e trabalhou numa associação cultural nikkei de Osasco (SP). Foi a primeira não descendente a trabalhar ali.

Casou-se com Júlio César, também intercambista e formado em Letras pela USP. Ele conseguiu uma bolsa de estudos na Terra do Sol Nascente e se mudou. Marina então escreveu a um professor para ser seu possível orientador e lhe contou sobre a pesquisa acadêmica que gostaria de fazer.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@ mari_melo3.

O professor lhe permitiu participar como ouvinte, e isso lhe rendeu o visto. Organizou todos os documentos, economizou dinheiro e comprou apenas a passagem de ida. Passou no processo seletivo de mestrado no programa de estudos japoneses.


Marina conta que nunca passou por episódio constrangedor por ser negra e estrangeira. Dá aulas de inglês em um cursinho e à noite leciona japonês para crianças. Ela também lançou quadrinhos que abordam romance e questões femininas e empoderadas.

Quanto a ter viralizado, Marina disse que achou fascinante e quer emendar um doutorado. Concluiu que passou muita dificuldade para estar e estudar no Japão. Achou fantástico o tanto de pessoas que poderá alcançar e fazer acreditar em seu sonho. É possível, pois estudar leva uma pessoa longe, finalizou!

Que grande inspiração! Conhece alguma mulher decidida e esforçada que nem Marina?


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