Pessoas inspiradoras

Modelo africana, chamada de “suja” e aconselhada a “clarear a pele”, tornou-se rosto da Chanel!

Depois de um passado de dificuldades e muito preconceito, hoje a modelo tem uma carreira admirável, com grandes marcas no currículo.



Quando vemos as modelos desfilando nas passarelas ou posando para ensaios fotográficos, incrivelmente lindas e bem produzidas, podemos pensar que elas estão acima de qualquer problema e desafio, e que já nasceram prontas para fazer sucesso mundo afora.

No entanto, a realidade pode ser bastante diferente. Muitas modelos bem-sucedidas tiveram de enfrentar um passado muito conturbado até que sua carreira  se consolidasse. Esse é o caso de Nyakim Gatwech, uma sudanesa, atualmente com 28 anos, que tem uma história incrível de superação.

De acordo com informações do The Independent, Nyakim enfrentou uma realidade muito difícil em seus primeiros anos de vida no país natal, morando em campos de refugiados na Etiópia e no Quênia, antes de se mudar para os Estados Unidos, aos 14 anos.


Direitos autorais: reprodução Instagram/@queennyakimofficial.

A jovem imaginava que esse seria um recomeço poderoso, mas precisou enfrentar o racismo e o preconceito em seu cotidiano. Dona de uma pele negra linda, que hoje é admirada por pessoas do mundo inteiro, ela já ouviu de seus colegas de classe que era “muito negra”, que parecia não tomar banho e que era “suja”.

Muitas vezes, Gatwech apenas ficava quieta, especialmente porque ainda estava aprendendo a se comunicar em inglês.

A modelo contou que certo dia, enquanto fazia compras, ouviu um estranho comentando: “Ela é tão negra. Isso é mesmo normal?” e que um motorista de aplicativo já lhe perguntou se ela consideraria clarear a sua pele por US$ 10 mil (equivalentes a atuais R$ 50 mil).


A sudanesa revelou que já havia, sim, passado por sua cabeça a ideia de branquear a pele para tentar diminuir a quantidade de preconceito que sofria, mas que sua irmã a convenceu a não apelar para medidas tão extremas.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@queennyakimofficial.

Felizmente ela lhe deu ouvidos, porque, apesar do preconceito enraizado em muitas pessoas, ela conquistou um espaço de visibilidade por meio da moda, e ganhou muitos admiradores, que enxergam a sua verdadeira beleza e sempre encontram tempo para lhe manifestar admiração e apoio nas redes sociais.

Apesar de ter sofrido preconceito quieta, em muitos momentos, Gatwech lhes respondeu da melhor forma possível: sendo um sucesso dentro e fora das passarelas, escolhida como o rosto de uma campanha da Chanel e tendo trabalhado com marcas como Calvin Klein e Valentino.


Direitos autorais: reprodução Instagram/@queennyakimofficial.

A modelo ainda afirmou que seu objetivo na carreira é promover o amor-próprio e ajudar outras pessoas que possam ser alvos de preconceito por conta da sua pele. Desejamos muito sucesso a Gatwech em sua caminhada; ela é linda e merece todo o reconhecimento.

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