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Repórter julgada por vender comida na rua responde a críticas: “Vergonha é roubar ou ser medíocre”

Ela foi discriminada por uma pessoa que perguntou se o jornalismo não era suficiente, já que estava vendendo comida na rua.



Algumas profissões são muito superestimadas; para outras, certas pessoas torcem o nariz. Mas um fato inegável é que todas que são realizadas com honestidade e respeito são importantes.

Na Bolívia, recentemente, uma repórter usou suas redes sociais para responder à altura a uma discriminação que recebeu por vender comida na rua. Karla Villaroel é uma jovem comunicadora que foi alvo de críticas por vender café da manhã nos fins de semana.

Ela publicou no seu Facebook que o motivo para vender empanadas e sanduíches nos fins de semana era ajudar sua irmã, e mesmo se fosse por outra coisa, não teria motivo para se envergonhar.


Enquanto comercializava os alimentos, uma mulher se aproximou e perguntou se a repórter não tinha vergonha de se prestar àquele papel e se o dinheiro com o jornalismo não lhe era suficiente, zombando dela.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Karla Beahed Villarroel Vaca.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Karla Beahed Villarroel Vaca.

Karla decidiu então compartilhar a história para mostrar a todos que não há problema nenhum em ter uma segunda ocupação. Disse que não sente vergonha, pois não tem medo do sucesso. Foi dessa forma que respondeu ao comentário desnecessário da senhora.


Declarou que zombar de alguém que está trabalhando de forma honesta é cruel e mesquinho. Ninguém merece ser discriminado por nada, muito menos por estar trabalhando em algo louvável.

Karla ressaltou em sua postagem que vergonha é ser medíocre e roubar. O que importa é a vontade de progredir sem causar sofrimento aos outros. Ela disse que adora seu trabalho e, se houver a possibilidade de fazer algo com honestidade, sempre o fará.

Revelou ao El Deber que a ideia de vender comida surgiu quando, numa de suas coberturas como repórter, viu que perto da sua casa, em um posto de vacinação, havia muitas pessoas e faltava comércio de alimentos.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Karla Beahed Villarroel Vaca.


Naquele dia, chegou em casa e, para ajudar sua irmã, disse que venderia suas empanadas e sanduíches. A repórter relata que recebeu críticas por buscar uma fonte a mais de renda, de forma honesta e com sacrifícios, o que não é nada feio nem vergonhoso.

Não estava fazendo nada de errado, não machucou ninguém, não ofendeu e não foi invasiva, concluiu. Que a jovem Karla sirva de exemplo para muitos. A sua lição deve ser vista por todos. A nobreza não está nas roupas que vestimos, mas nos nossos atos!

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