Pessoas inspiradoras

Sem dinheiro para comprar pão durante a infância, hoje homem tem a própria padaria!

Carlos sempre sonhou em trabalhar com alimentação, e batalhou muito para concluir seu curso de gastronomia e abrir o próprio negócio, principalmente por ser de família humilde.



Quanto falta para você alcançar seu sonho? Para muitos, a estrada ainda é longa, mas imaginar como será no futuro alimenta aquela fagulha de esperança. É preciso muita resistência para batalhar pelos próprios objetivos; alguns indivíduos levam uma vida inteira para chegar aonde desejam, outros nunca vão saber como é essa sensação.

O empresário Carlos Ferreira da Rocha, de 43 anos, tem uma história de luta e força que começa com uma infância tão humilde, que a família mal tinha dinheiro para se alimentar.

Segundo reportagem do AC 24 horas, quando era apenas um menino, sentiu o peso da fome com muita frequência, pois podia apenas olhar os pães nas vitrines locais, já que não tinha dinheiro para comprá-los.


Talvez esse tenha sido o seu principal combustível futuro. Nascido em Xapuri, no Acre, Carlos conseguiu driblar sua realidade e concluir uma formação em gastronomia, um curso a que poucos estavam habituados algumas décadas atrás.

Há mais de 25 anos, ele atua no mercado da panificação; começou em 1996, como auxiliar de padaria de um supermercado da capital, Rio Branco. Carlos precisou fazer de tudo um pouco quando saiu do interior rumo à capital, em busca do sonho de se formar em gastronomia. Mas ele não pensava em desistir.

Aos 18 anos, trabalhou limpando maquinário e todos os equipamentos envolvidos na produção de pães e outros produtos de uma padaria. Começou de baixo, mas chegou a ser gerente de loja nesse local. Além de se formar no curso, é o único acreano com duas especializações na área feitas no exterior.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Acrepan.


O empresário conta que só conseguiu se formar com muito esforço e força de vontade, principalmente porque em seu estado não havia nenhum curso disponível na área.

Com um pouco de pesquisa e muito empenho, encontrou uma instituição que oferecia aulas não presenciais e práticas presenciais, em São Paulo. Depois, ele foi se qualificando cada vez mais na empresa onde estava, atingindo alto posto mas, em 2015, pediu demissão para abrir o próprio negócio.

A ideia parecia ousada, mas partiu de uma constatação de Carlos e um colega enquanto caminhavam pelas ruas da capital: os supermercados fabricavam o próprio pão, o que significava que não existia uma fábrica de pães na região. Com longa trajetória na panificação, passando pela maioria dos mercados de Rio Branco, decidiu amadurecer um pouco a ideia, até conseguir tirá-la do papel.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Acrepan.


Assim que se demitiu, Carlos deu início à Acrepan, que precisou de muito empenho e ajuda para dar os primeiros passos. Quando teve a ideia de montar a fábrica, sabia que poderia recorrer ao prédio de um amigo que, havia muitos anos, já tinha aberto uma panificadora.

No local havia o maquinário necessário, então bastaria apenas convencer o colega. Como precisou gastar muito dinheiro para dar o pontapé inicial, Carlos começou no vermelho, sem condição nenhuma de pagar aluguel do espaço onde estava atuando.

Foram 11 meses sem pagar nem um centavo, mas o proprietário decidiu perdoar a dívida quando percebeu que a equipe estava começando a ganhar o primeiro dinheiro oficialmente. Carlos explica que, como atuava na área havia anos, muitas pessoas conheciam seu trabalho, o que lhe abriu portas quanto ele decidiu começar o empreendimento.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Acrepan.


No início, a fábrica contava com apenas cinco produtos: pão de forma, de cachorro-quente, hambúrguer, integral e 12 grãos. As embalagens eram bem artesanais, com produtos embalados em um plástico transparente com um adesivo feito em uma gráfica local.

Conforme o tempo passou, o filho de Carlos teve a ideia de oferecer o pão da fábrica para as hamburguerias artesanais da região, e o empresário precisou se esforçar muito para criar um produto de alta qualidade, ou seja, de padrão muito superior ao oferecido. Ele conta que levou seis meses para desenvolver a receita do pão de brioche, que faz o maior sucesso atualmente, durante a pandemia.

A quantidade de clientes era tanta que eles precisaram até deixar de fechar alguns contratos porque não conseguiam atender à demanda. O principal objetivo de Carlos é aumentar a popularidade da empresa, consolidando a marca não apenas no Acre, mas no Brasil inteiro. Ele deseja que os clientes conheçam a fábrica pela qualidade e que sintam vontade de sair de casa para comer um Acrepan.


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