Reflexão

Não faça ao filho dos outros aquilo que você não quer que façam ao seu!

Foto: Freepik
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Antes de fazer algo ao filho de alguém, pense se gostaria que o seu filho passasse pelo mesmo!

Diz-se que, a partir do momento em que nos tornamos mães/pais, mudamos totalmente a nossa percepção e nos tornamos mais empáticos e solidários com outros homens e mulheres que têm filhos.

Quando começamos a experimentar na própria pele pelos mesmos desafios que essas pessoas enfrentam diariamente, percebemos o quão complicado pode ser se responsabilizar completamente pela criação de uma pessoa, e temos a tendência de tratar tanto os pais quanto os filhos de uma maneira melhor.

No entanto, esse grau de consciência aparentemente não atinge a todos. Todos nós já ouvimos alguma pessoa dizer coisas como “filho, a gente só atura os da gente”. Essas pessoas demonstram uma falta de paciência e de cuidado muito grande para com outras crianças, como se fossem pragas, e as únicas que conseguissem lidar fosse as suas próprias.

Elas não se ofereceram para ajudar um pai ou uma mãe em apuros, não atendem uma criança sem auxílio que está precisando de alguma ajuda e ignoram quaisquer situações em que poderiam oferecer qualquer tipo de solidariedade e cuidado com alguma família em necessidade.

Sejam familiares, amigos ou desconhecidos nas ruas, essas pessoas possuem o tipo de personalidade “cada um com os seus problemas”, e não fazem questão de demonstrar proatividade ou simpatia.

Mesmo que tenham os seus próprios filhos, e saibam o quanto de perrengue os pais e mães podem viver, elas optam por ignorar, e estão constantemente fazendo distinção entre os filhos dos outros e seus próprios filhos, ainda que sejam da mesma família.

Esse comportamento tão egoísta e tóxico em alguns momentos influencia inclusive as ações de seus próprios filhos, que aprendem a ser mesquinhos e maldosos com outras pessoas.

As pessoas que adotam esse tipo de postura com certeza não conseguiram aprender a lição essencial que todos recebem em casa e na escola desde muito cedo: “não faça para os outros o que você não gostaria que fizessem para você”.

Uma das regras mais verdadeiras da vida é: aquilo que fazemos aos outros retorna para nós com muito mais força. Portanto, todas as vezes em que você ignora ou trata mal as crianças alheias, o universo encontrará alguma maneira de fazer com que você aprende uma lição, que muitas vezes virá através de alguma situação negativa nas vidas de seus filhos.

Mesmo que você realmente só goste de seus próprios filhos, procure enxergar outras crianças e jovens com um olhar de atenção e cuidado. Não coloque-os em situações perigosas, nem omita ajuda se os virem em uma, não fale com elas de uma maneira rude, não tome atitudes extremas demais, não as exponha a comparações tóxicas e desnecessárias, que apenas servem para incentivar competições e promover a baixa autoestima.

Antes de tomar qualquer atitude em direção aos filhos de outras pessoas, coloque o seu lado de pai e mãe para funcionar, e pense em como você reagiria se o seu filho fosse colocado na mesma situação.

Leve em consideração a sua inocência, e pense se ele merece ser tratado com desprezo ou maldade por pessoas que nem sequer o conhecem.

Sempre se coloque no lugar da criança, e em como aquilo que você está prestes a dizer ou falar influenciará no resto de sua vida.

Em um mundo onde as pessoas andam cada vez mais sem respeito, amor e consideração para com o próximo, seja sempre o adulto da situação. Tenha sabedoria, empatia e cuidado ao abrir a sua boca.

Seja o exemplo que você gostaria que os seus filhos tivessem e contribua para deixar a vida mais leve e fácil para todo mundo. Cuide da sua mental das crianças alheias assim como zela pela das suas!