O medo de correr riscos

4min. de leitura

Finalizando nossa série de reflexões a partir de Augusto Cury,



4ª armadilha da mente:

O medo de correr riscos

“O medo de correr riscos bloqueia a inventividade, a liberdade, a ousadia. Há inúmeras pessoas que travaram sua inteligência e enterraram seus projetos de vida pelo medo de correr riscos. Não são conformistas nem coitadistas, eles almejam escalar seus alvos, mas não ousam, (…) se inquietam com os riscos da jornada.


Reconhecem suas fragilidades, assumem suas limitações, mas não ultrapassam suas fronteiras, não decifram o código do ânimo, de fazer da sua agenda um canteiro de aventuras.

Risco de enfartar, de se acidentar, de ter crises financeiras, de ser assaltado, de cair um avião em nossa cabeça, de tropeçar na calçada, de quebrar ossos praticando esportes, de ser decepcionado pelo cônjuge ou namorado(a),de ser frustrado pelos filhos, de ser traído pelos amigos, de ter inimigos sem motivo algum, de não preencher as expectativas dos outos, de ter reações incoerentes.

Eliminar todos os riscos da humanidade geraria pessoas autoritárias, individualistas, ensimesmadas, agressivas, deprimidas, entediadas. O risco implode nosso orgulho, esfacela nosso egocentrismo, nos une, nos estimula a criar laços e experimentar a difícil arte de depender uns dos outros.


(…) Sem riscos, não erraríamos, não choraríamos, não pediríamos desculpas, não teríamos necessidade da humildade em nosso cardápio intelectual.

(…)Os riscos abortam nossa neurose de grandeza e nos fazem enxergar a grandeza das pequenas coisas, como a suavidade da brisa, as gotas de orvalho, as pulsações do coração, o sorriso de uma criança.

Os riscos nessa brevíssima existência também nos fazem ver as lágrimas do Autor da Existência no choro do bebê que saiu do útero materno e entrou no útero social e no choro de uma platéia diante de alguém que saiu do útero social e entrou no útero de um túmulo.

(…) Não deveríamos viver uma vida arriscada, radical, irresponsável. (…)Não devemos correr riscos pelos riscos, colocar nossa vida e a dos outros em perigo desnecessariamente. Pois a vida é única e espetacular (…)Mas devemos saber que realizar sonhos, conquistar pessoas e atingir a excelência profissional impõe riscos diários.

Não basta superar o conformismo, o coitadismo e nem reconhecer nossos erros. (…) é necessário superar o medo de ousar, de apostar em novos projetos, por batalhar por aquilo em que se acredita.

O medo de ousar tem destruído a formação de pensadores no mundo todo. Muitos estudantes têm medo de levantar as mãos, questionar seus professores, expressar seus pensamentos. O sistema educacional procura alunos quietos, mas a sabedoria procura alunos inconformados. O sistema educacional procura alunos que repetem idéias, mas a formação de pensadores procura alunos que debatam as idéias, usam o raciocínio esquemático e ousam nas provas.”

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* Matéria atualizada em 20/02/2017 às 0:46






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