Reflexão

Odiar aos outros é odiar a si mesmo.

Lembro-me de ser mais jovem e ficar confusa quando as pessoas me diziam que odiar os outros é odiar a si mesmo. Eu lembro distintamente de um amigo dizendo-me:  “Bem, se você não gosta do que ela fez, é porque as ações dela, lembram-na de si mesma.”

Lembro-me de ser extremamente contra esta filosofia, porque muitas pessoas que eu não gostava na época eram muito, muito, muito diferentes de mim.



Por exemplo, eu sempre fui educada e seguia os costumes sociais (como dizer “por favor” e “obrigada”), e, por isso, a grosseira costumava me incomodar. Então, eu pensava, como é possível que odiar esse comportamento grosseiro tenha algo a ver comigo mesma?

Hoje, no entanto, eu entendo a ideia de que “odiar os outros é odiar a si mesmo”. Eu desenvolvi uma perspectiva muito mais ampla dessa ideia.

Não creio que odiemos os outros porque refletimos, necessariamente, o mesmo comportamento que não gostamos. Penso, em vez disso, que odiar os outros é odiar a si mesmo porque os outros somos nós e nós somos os outros.

Deixe-me explicar…


Do meu ponto de vista e do ponto de vista de muitos no campo da consciência, hoje em dia, estamos todos interligados a uma grande fonte de consciência. Creio que cada uma de nossas vidas é simplesmente perspectiva diferente dessa grande consciência, mas somos todos, em última análise, um.

Por exemplo, digamos que a grande consciência infinita esteja na forma de um corpo humano. Talvez eu seja uma mão e você o coração. Talvez meu vizinho seja um pé, e um estranho na rua, a orelha. Todos somos partes diferentes do todo, estamos todos interligados e todos trabalhamos em harmonia juntos. No entanto, cada um de nós possui empregos diferentes, comportamentos diferentes, diferentes aparências físicas e diferentes formas de ser.


Quando eu decido odiar meu vizinho, é como se odiasse meu pé. Eles são partes diferentes, sim, mas são do mesmo ser, então, quando alguém odeia o outro, acaba odiando a si mesmo.

Irritar-se com o  vizinho é negar seu papel específico na totalidade que compõe a grande consciência de que ambos somos parte.

Talvez seu comportamento seja diferente do meu e talvez ele faça escolhas radicalmente opostas às minhas. No entanto, isso é apenas porque ele tem uma perspectiva diferente da consciência e é seu trabalho olhar as coisas de maneira diferente de mim.

Muitas vezes, nos irritamos com outras pessoas por não serem como nós, por não carregarem nossos valores, crenças e comportamentos. No entanto, se começarmos a entender que outras pessoas desempenham um papel valioso para a totalidade do nosso grande ser, torna-se mais fácil aceitar diferentes perspectivas, mesmo quando não as entendemos.


É o trabalho de algumas pessoas explorar a consciência. É trabalho de algumas pessoas serem ignorantes da grande consciência. É trabalho de algumas pessoas elevarem e serem atenciosas e gentis, e é trabalho de outras explorarem a escuridão.

Nós somos parte de uma consciência infinita, afinal, deve haver um número infinito (e de perspectivas, se quisermos manter nossa qualidade infinita.

Em outras palavras, está tudo bem você ser um coração e eu uma mão. Precisamos um do outro, e somos os mesmos. Afinal, o que aconteceria se a mão convencesse o coração a ser igual a si? Obviamente, isso criaria uma grande quantidade de desarmonia e, em última análise, não beneficiaria ninguém!


Se quisermos amar-nos verdadeiramente, devemos amar nosso grande eu, e nosso grande eu é composto de muitas perspectivas e peças diferentes.

Então, da próxima vez que você desenvolver ódio contra seu vizinho, chefe ou amigo, considere que ele é realmente uma parte de você, mas com um conjunto diferente de responsabilidades e papéis. E seu trabalho é único, muitas vezes, em caminhos bastante opostos ao seu ou ao meu.

Para experimentarmos a harmonia em nossas próprias vidas, temos que permitir que cada um de nós seja o que está aqui para ser. Para amarmos verdadeiramente tudo o que somos, é importante amarmos a nós mesmos e a todas as pessoas que encontramos, independentemente de suas escolhas e crenças.

Seja o melhor coração que puder ser, e confie que os pés saibam ser pés. No final, estamos todos juntos nisso e devemos estabelecer confiança para trazer equilíbrio e harmonia a nossas vidas.

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Traduzido pela equipe de O Segredo – Fonte: Raise Your Vibration Today

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