Quando a paz invade o nosso coração…

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“A paz invadiu o meu coração. De repente me encheu de paz, como se o vento de um tufão, arrancasse os meus pés do chão… ” murmura Gilberto Gil na canção. Canta os desencontros do amor, da paz desnudada na guerra entre os personagens da música… “eu chorei por mim, eu chorei por nós… que contradição, só a guerra faz nosso amor em paz…”, mas no dia a dia, como fazemos para encontrar a paz?



A paz nem sempre é calma, descompromissada ou submissa. Pode ser ativa, irradiante e contagiosa. Alcança os céus e ao mesmo tempo, enraíza-se  para nos fortalecer. Corre pelas nossas veias e nos envolve como uma aura de luz. É a paz que percebemos ao estarmos no caminho certo, ainda que muitas vicissitudes ocorram. É o estar inteiro em pedaços. Estar tranquilo em meio aos turbilhões da vida, sabendo que tudo passa, sempre passa.

A paz de espírito é alcançada quando temos foco, determinação e cuidado. O desejo incontrolável e direto de continuarmos uma mesma busca, não importa o que os outros pensem e digam.

Ter foco é ter o coração e mente voltados para o que lhe nos faz bem. Determinação é o persistir, cruzar obstáculos com firmeza e ânimo. E cuidado é o  respeito que alcança o espaço em que vivemos e engloba pessoas, animais, própria natureza e meio ambiente.

Nesse caso a paz não é mansa, embora pacífica. Ela sabe a que veio e como vai.


Todavia, há também a paz  monástica, budista ou celestial. Qualquer que seja a denominação é como se permanecêssemos olhando do alto de uma montanha o mundo acontecendo lá ao baixo. Na imagem de termos  sol calmo nos iluminando e seres cintilantes tocando flauta ao nosso redor. Reflete um sentimento de tranquilidade que alcança corpo e espírito e nos mantém imperturbáveis.

Esta paz reflete tanto que as pessoas ao redor a pressentem. Podem até não entender, mas a pressentem. É a paz dos mantras, das orações, das singelezas repetidas mais e mais, da concentração em seu estado mais límpido. Um estado de introspecção pura, de encontro com o Eu superior em qualquer uma de suas infinitas denominações.

Há a paz do sono tranquilo, da cabeça leve no travesseiro. Assim como a paz do aconchego, do cafuné. Uma paz em conjunto e ao mesmo tempo tão individual.


Outra vez canta Gil A paz invadiu o meu coração… agora na segunda estrofe e em vigília ao sentimento, espero que invada o ambiente todo, no murmúrio rouco da voz do cantor.

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Direitos autorais da imagem de capa: sifotography / 123RF Imagens

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* Matéria atualizada em 26/06/2017 às 5:46






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