Eu ainda estou solteira porque tenho muito medo de correr riscos…

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Toda minha vida eu vivi no lado aventureiro; a normalidade me aborrece infinitamente. Eu fico de mau humor depois de alguns dias de rotina sem qualquer emoção. Eu sempre estive fora e corro riscos quando se trata de vida. Mas quando se trata da minha vida amorosa, é o completo oposto.



Estou completamente certa de que fui solteira por muito tempo por minha causa, por causa de quem eu sou como pessoa. Eu julgo as pessoas muito rapidamente com base em minhas primeiras impressões para saber com antecedência se quero ter futuro com elas ou não. Eu as coloco na “friendzone” onde elas viverão o resto de suas vidas.

Eu sou um tipo de garota amiga; baixei um aplicativo de namoro e fiz amigos nele. Quando alguém tenta flertar comigo eu instantaneamente tento desviar.

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Eu saio com as pessoas no fim de semana e depois as ignoro durante a semana, porque devo ter ficado muito afim delas quando estava bêbada, mas tenho muito orgulho para demonstrar tanto interesse quando estou sóbria. Eu não vou tentar criar algo além disso; vou sair da situação o mais rápido possível. Eu tenho sido assim por um longo tempo.

Eu nunca quis ser a menina necessitada ou emocional que precisa da atenção dos homens.

Eu sou a garota forte, aquela que não dá a mínima para o amor.


Eu sou aquela que diz a suas amigas que não precisa falar com um babaca apenas porque está solitária. Eu digo aos meus amigos que eles merecem coisa melhor, eu lhes digo as coisas que eles não querem ouvir ou aceitar porque odeiam se sentir sozinhos. Eu gosto de ficar firme e ser dura. Eu gosto do meu sentimento de orgulho, e gosto ainda mais de sentir que não preciso de ninguém e posso cuidar perfeitamente de mim mesma.

Mas o que eu estou percebendo é que estou solteira porque tenho medo de correr riscos. Eu cubro tudo com uma falsa sensação de segurança que me dou.

Tenho medo de deixar alguém me conhecer em um nível romântico. Tenho medo de deixar alguém entrar na minha vida com medo de que saia. Fico apavorada em não ser boa o suficiente para alguém, depois de passar algum tempo com ele.

Eu raramente, se é que alguma vez o fiz, me aproximo de um cara no bar e tento flertar com ele. Eu não vou me atirar para alguém na pista de dança. Eu não vou usar camisas que apertem os meios seus, porque não acho que preciso desse tipo de atenção.

Na realidade, eu acho que é hora de aceitar que não me solto, porque tenho medo da rejeição.

Eu não tenho a autoconfiança de que serei escolhida; sempre acho que vou ser trocada.

Quem quer que ela seja, deve ser melhor do que eu. Meu cérebro funciona assim.

Eu sei que não é certo, eu sei que tem caras que tentam falar comigo, mas em vez de lhes dar a chance, eu os coloco na friendzone porque pelo menos sei que estarão seguros lá. Pelo menos eu sei que eles têm menos chance de me machucar enquanto estiverem lá.

Eu me apaixono facilmente pelas pessoas, mas apenas por pessoas com as quais não tenho nenhuma chance. Eles são apenas pequenos sonhos que eu mantenho em minha mente. Não é nada real, e dessa forma elas não têm o potencial de me machucar.

Eu não sei se um dia serei a garota que não tem medo de correr riscos. Eu acho que parte de mim sempre será a garota que tem muito medo da rejeição. Então vou aceitar que sempre serei a garota com muitos amigos homens, porque prefiro tê-los em minha vida como amigos do que correr o risco de me relacionar com eles e perdê-los.

Eu percebi que sou meu próprio problema, mas também sei que posso ser a minha própria solução. Um dia a tomada de risco virá, quando eu estiver pronta. Até lá, bem-vindos a friendzone, meninos.

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Traduzido pela equipe de O SegredoFonte: Thought Catalog

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