Muitas pessoas vivem um relacionamento, mas poucas conhecem o amor verdadeiro



Analisando o padrão dos relacionamentos atuais, percebemos que muitas pessoas não sabem a diferença entre viver um relacionamento e viver um amor verdadeiro.

As duas coisas podem parecer semelhantes, mas existem muitas diferenças entre elas, que causam um grande impacto nos níveis de felicidade e satisfação em nossos relacionamentos.

A premissa é que os relacionamentos sejam um resultado do amor. Duas pessoas que se amam tomam a decisão conjunta de compartilharem suas vidas e crescer mutuamente. No entanto, em muitas relações, o ingrediente principal está ausente.

Com o tempo, a função dos relacionamentos mudou muito e, com isso, a forma como os enxergamos. Para muitas pessoas, uma união romântica não tem mais a função de unir os apaixonados, mas, sim, de satisfazer as expectativas de outras pessoas ou de trazer a aceitação da sociedade.

As pessoas que vivem um relacionamento são muitas vezes vistas com mais bem-sucedidas e felizes do que aquelas que escolhem viver sozinhas. Esse tipo de visão começa na família, e é por isso que muitos homens e mulheres se veem obrigados a darem um passo mais sério com alguém que nem mesmo sabem se amam.

A crença de que ter alguém ao lado é tudo o que precisamos para encontrar a felicidade e completude faz com que menosprezemos a beleza da solitude. Ninguém mais acredita que pode ser feliz sozinho, através de suas próprias realizações e conquistas, e como consequência, é cada vez maior o número de pessoas que entram em relações tóxicas, apenas para sentirem-se inclusas na sociedade, enquanto, em seu interior, sentem-se cada vez mais desconectadas de si mesmas.

Ter um relacionamento não é garantia de amor. Quantos casais vemos todos os dias que mal se olham nos olhos ou ficam perto um do outro.

É claro que não se amam e que não querem mais estar juntos, mas ainda assim insistem em permanecer no relacionamento, para não quebrarem o protocolo da família feliz.

Precisamos entender que não encontramos o amor no outro, ele começa dentro de nós mesmos. Se não nos amarmos e aceitarmos por quem somos, seja qual for a vida que escolhemos viver, nunca estaremos realmente preparados para oferecer amor a outro alguém. Uma pessoa infeliz nunca viverá um relacionamento saudável.

Devemos ter outra pessoa em nossas vidas porque a escolhemos e acreditamos que tudo fica melhor ao seu lado, não porque nos sentimos pressionados a nos unir a alguém. Relacionamentos onde existe amor já são complicados e exigem muito de nós, imagine viver um relacionamento obrigação? Ninguém merece esse tipo de tortura.

O amor é supremo, é o sentimento mais poderoso e transformador que conheceremos, mas ele não habita na hipocrisia, no fingimento. Muitas pessoas passam anos de sua vida em uma relação, e mesmo assim nunca conhecem o amor verdadeiro.



Amor é estar com outra pessoa porque o coração não enxerga sentido na vida sem ela, é estar disposto a crescer ao lado de alguém.

É ter empatia, respeito e admiração pela pessoa ao seu lado e cuidar do sentimento que compartilham, todos os dias, para crescerem juntos.

Amor é saúde emocional, é companheirismo, dedicação, renúncia. É cuidar do coração do outro e se esforçar para consertar o que está errado, não desistindo na primeira dificuldade.

O amor é pleno, é muito mais do que apenas dormir e acordar ao lado de uma pessoa e viver sob o mesmo teto. Um relacionamento frio e egoísta nunca conhecerá o amor.

Não fique preso a um relacionamento, esquecendo de buscar o amor. Mais importante do que usar uma aliança no dedo é ter um coração feliz e um espírito agradecido.

Então, deixe de lado a obsessão de ter um parceiro e concentre suas energias em encontrar o amor verdadeiro, é ele que trará sentido à sua vida.


Texto escrito com exclusividade para o site O Amor. É proibida a divulgação desse material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.


Direitos autorais da imagem de capa: cena do filme “Questão de tempo”.






Deixe seu comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.