Relacionamentos

Talvez o amor não deva ser definido…

Ainda estou tentando descobrir o que significa amar alguém. Como o amor real, não as conexões temporárias e bobas que você faz quando você é jovem e ingênuo.

Não é o tipo de amor que corre quando confrontado com algo difícil. Não é o tipo de relacionamento que se baseia apenas na atração física, na conveniência ou na facilidade.



Mas o tipo verdadeiro.

O amor que é consistente, estável, leal, indulgente, desafiador, motivador, apaixonado, assustador. O tipo de amor que não é perfeito, mas luta como ninguém para manter duas pessoas juntas – apesar de obstáculos, mudanças, medo e corações pecaminosos.

As definições de amor continuam mudando. Eu amo ver que nossos amigos não têm medo na eterna busca com as pessoas que eles escolheram para doarem seus corações.

Vemos nossos pais e outras pessoas, que lutam para honrar seus compromissos, apesar de todos as loucuras que essa vida já fez com eles. Vemos pessoas que estão aprendendo a se reconstruir após corações partidos e casamentos desmanchados. Vemos homens e mulheres, que inspiram com o perdão e a graça, deixando as pessoas entrarem, deixando as pessoas saírem, deixando suas vidas mudarem e se reformarem após as perdas.

O amor não deve ser uma definição só. Você não pode definir o amor com base em uma pessoa ou um relacionamento, porque, francamente, é diferente dependendo de quem você está e do tipo de amor que você tem.


O amor é uma bagunça. São os seus erros e decepções um com o outro.  É aprender a aceitar as pessoas como são, em todas as suas imperfeições e fracassos, e encontrar maneiras de fazer as coisas funcionarem quando você não vê solução.

É aprender a defender as questões que importam. É encontrar maneiras de se comprometer quando o que você quer é ser egoísta. É tornar-se um pouco menos teimoso e um pouco mais paciente.


O amor é persistente. É perceber que quando você se compromete com alguém, em um relacionamento ou em um casamento, você não pode simplesmente ir embora. O amor é lutar. É lutar junto. É encontrar maneiras de entender quem você é e como você é diferente daquele com quem está. É recomeçar, e recomeçando novamente.

O amor é silencioso e barulhento. Não é um show; não é sempre proclamar quem você é e o que você tem para o mundo. Às vezes, é apaixonado e louco, preenchendo a si e aos espaços ao seu redor. Às vezes, é delicado, só compartilhado nos momentos tranquilos onde ninguém mais está por perto.

O amor é fácil e difícil. São os momentos em que você está desolado, mas escolheu acreditar que vai encontrar alguém, encontrar algo novamente. São os momentos em que você cai nos braços de alguém e tudo faz sentido. São os momentos que você pode ser você mesmo e isso é tão simples. Momentos que vocês devem trabalhar duro para entender um ao outro.

O amor é conforto e meio ao caos. A sensação de paz que o cobre quando adormece, lembrando-lhe que alguém, em algum lugar, sabe valorizá-lo. É o sentimento de borboletas no estômago, de tolice, de selvageria e desejo, não querendo nada mais do que sentir o toque dessa pessoa ou seu beijo em seus lábios.


O amor é um substantivo e um verbo. Você se torna amor, você encarna o amor, você é amor, quando você escolhe dar o seu coração para outra pessoa.

Mas o amor também é um verbo, uma ação, uma escolha continuada a fazer, dar-se e ser. O amor é o físico, o emocional, a conexão tangível entre duas pessoas.

Mas também são as palavras compartilhadas, as decisões tomadas para construir uma outra, as escolhas conscientes, dia após dia, para trabalharem juntos.

É o medo e a fé. É saber que somos pessoas imperfeitas e que nossas promessas podem fracassar, mas que a conexão entre si é a força mais poderosa que temos. Ficar assustado, aterrorizado, mas acreditando em um laço mais poderoso que todos nós. É não se segurar, continuar avançando, cair. Não há definição para o amor. Nenhum meio infalível de identificá-lo ou rotulá-lo, nenhuma maneira certa de saber se o que você está sentindo está batendo no coração do seu parceiro.


Mas é lindo, lindo no coração jovem acreditando no para sempre, nos corações velhos, ainda encontrando maneiras de fazer o outro sorrir. É bonita a maneira de continuar a acreditar, mesmo depois de um coração partido, mesmo quando se está cansado, quando queremos ser teimosos, independentes e seguros na própria pele.

Não sei como definir o amor. Talvez ele seja uma daquelas coisas para as quais não haja definição.

Talvez seja algo que você sinta, algo em que você confia, algo que você conheça.

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Direitos autorais da imagem de capa: dolgachov / 123RF Imagens

Traduzido pela equipe de O Segredo – Fonte: Thought Catalog

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